terça-feira, 18 de setembro de 2007

Portugal: Conferência de imprensa antes do jogo contra a Itália

David Andrade, em Paris

José Pinto:
“Não podemos pensar que este vai ser um jogo fácil. A Itália ganhou à Escócia no último Torneio das Seis Nações. Pelo que temos visto parece que estão mais fracos do que estiveram nessa altura, mas é preciso não esquecer que no último jogo que fizemos contra eles perdemos por 83-0. Acho que estamos melhor do que nessa altura, mas não podemos pensar que vai ser fácil. Não vai ser, porque eles são melhor equipa do que nós. Mas, em princípio, estes dois últimos jogos [contra Itália e Roménia] vão ser mais acessíveis. No primeiro jogo jogamos contra a Escócia que está ao mesmo nível da Itália, mas agora adquirimos mais experiência. O jogo contra a Nova Zelândia foi de outro nível. Nem vale a pena tentar explicar. Agora nestes jogos vamos tentar atacar mais. Em princípio vamos ter mais tempo de posse de bola, mas não vai ser nada fácil. O Troncon [médio de formação da Itália] para mim é um ídolo. Lembro-me perfeitamente de o ver jogar num dos primeiros jogos que vi da selecção de Portugal, no Estádio Universitário, contra a Itália. Nessa altura ele já era um grande jogador. Isso foi há 10 anos e parece que ele está cada vez melhor. O último Torneio das Seis Nações dele foi impressionante e foi o ‘man of the match’ em dois jogos consecutivos. Para mim será um orgulho jogar contra ele.”

António Aguilar:
“Neste campeonato do Mundo estão sempre equipas muito fortes à nossa frente. Ao contrário do que se pensa a Itália não é nada fraca. Neste momento estão em má forma, Mas têm vindo a ser mais fortes do que a Escócia. Para mim é mais forte. É claro que agora já temos mais experiência após dois jogos de alto nível, e se calhar estamos mais confiantes para este jogo do que estávamos contra a Escócia. Não pensamos em vitórias ou derrotas. Pensamos nas pequenas batalhas dentro do campo. Vamos tentar dar o nosso melhor e depois no fim vê-se o resultado.
Temos sentido um grande apoio no Mundial todo. Em Lyon, contra os All Blacks, tenho a certeza que estavam mais portugueses do que neozelandeses. Aqui em Paris o apoio ainda vai ser maior. Nós não prometemos vitórias. Prometemos sacrifício, lutar pela camisola e tentar fazer o nosso melhor. A Itália é que está sob pressão, porque ninguém espera que Portugal vença.”

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