Uma final do Campeonato do Mundo é sempre um momento único e leva alguns adeptos a cometer pequenas loucuras para assistir a um jogo cujo bilhete mais caro chegava perto dos 500 euros. Foi o caso de Gary, Steve, Dion e Hilton, quatro sul-africanos que vivem em Sidney, na Austrália, e fizeram uma viagem de 26 horas, já com as escalas necessárias, para assistir à presença do seu país pela segunda vez na final do Mundial de râguebi. Apesar da longa viagem, e de terem chegado apenas no dia do jogo, nem sequer tinham bilhete, apesar da confiança de Gary demonstrada a pouco mais de cinco horas do início do encontro: “Chegamos às 7h da manhã, vamos ver o jogo e amanhã [hoje] temos mais 26 horas de avião para regressar a Sidney.” Do lado inglês, Andy partiu de Birmingham rumo a Paris na sexta-feira à noite, apesar de nesse mesmo dia ter morrido o seu pai. Andy manteve a viagem porque queria “dedicar o fim-de-semana à memória” do pai. Acabaram por ser os sul-africanos a verem o seu sacrifício recompensado, com a justa vitória dos Springboks sobre os ingleses por 15-6. Dentro do relvado, apesar da superioridade dos ingleses nas bancadas, a África do Sul mostrou-se sempre mais fria, disciplinada e inteligente do que os britânicos. A primeira parte foi extremamente táctica, como já era previsto. As duas selecções tentavam não cometer qualquer risco e o jogo ao pé na conquista de terreno era uma constante. Sem que nenhuma das equipas conseguisse entrar com perigo na área de 22 metros do adversário, restava aproveitar as faltas do adversário para conquistar pontos. Foi dessa forma que logo aos 7’ Percy Montgomery, o jogador com mais pontos obtidos na competição, aproveitou uma penalidade (um jogador inglês não largou a bola no chão) para colocar a África do Sul em vantagem por 3-0. Cinco minutos depois era a vez da Inglaterra dispor de uma oportunidade para pontuar. Bryan Habana cometeu a mesma falta que um inglês havia cometido e Jonny Wilkinson, de ângulo difícil, empatava o jogo. Com a conversão da penalidade, Wilkinson batia mais um recorde na sua carreira: tornava-se o segundo jogador a conseguir marcar em 15 partidas consecutivas do Campeonato do Mundo, igualando o feito do australiano Michael Lynagh conseguido entre 1987 e 1995. Com o risco zero de ambos os lados e os packs avançados a equivalerem-se, apenas no fim da primeira parte uma equipa esteve perto do ensaio. Nos últimos cinco minutos, os sul-africanos estiveram por duas vezes a escassos metros de chegar ao ensaio, mas a forte defesa dos ingleses apenas permitiu que os Springboks pontuassem através de mais uma penalidade convertida por Montgomery que colocava o resultado ao intervalo em 9-3 favorável à África do Sul. Com apenas quarenta minutos para jogar, a Inglaterra tinha que recuperar de uma desvantagem de seis pontos e quebrar a tradição das cinco finais anteriores: a selecção que tinha chegado em vantagem ao intervalo sagrava-se campeão do mundo. A tradição, no entanto, manteve-se. Os primeiros minutos do segundo tempo até pareciam mostrar o contrário. Logo aos 43’, aconteceu um lance que ainda pudera levantar alguma polémica: o ponta inglês Mark Cueto entrou na linha de ensaio da África do Sul e os adeptos e jogares britânicos festejaram o ensaio. O árbitro pediu a ajuda do vídeo-árbitro e, numa decisão difícil – nem as imagens televisivas foram claras -, o ensaio acabou por não ser validado, já que Cueto terá tocado com os pés fora do campo antes de colocar a bola após a linha de ensaio. Na sequência da jogada, Wilkinson ainda reduziu para 9-6, mas a Inglaterra não conseguiu voltar a pontuar. Acabaram por ser os sul-africanos a aproveitar duas faltas cometidas pelos inglêses, que se mostraram sempre demasiado faltosos, fixando o resultado final em 15-6. Por todo o torneio que realizaram, os Springboks acabaram por merecer tornarem-se a segunda selecção a vencer por duas vezes o Mundial de râguebi.
sábado, 20 de outubro de 2007
África do Sul foi mais equipa e venceu com justiça
Uma final do Campeonato do Mundo é sempre um momento único e leva alguns adeptos a cometer pequenas loucuras para assistir a um jogo cujo bilhete mais caro chegava perto dos 500 euros. Foi o caso de Gary, Steve, Dion e Hilton, quatro sul-africanos que vivem em Sidney, na Austrália, e fizeram uma viagem de 26 horas, já com as escalas necessárias, para assistir à presença do seu país pela segunda vez na final do Mundial de râguebi. Apesar da longa viagem, e de terem chegado apenas no dia do jogo, nem sequer tinham bilhete, apesar da confiança de Gary demonstrada a pouco mais de cinco horas do início do encontro: “Chegamos às 7h da manhã, vamos ver o jogo e amanhã [hoje] temos mais 26 horas de avião para regressar a Sidney.” Do lado inglês, Andy partiu de Birmingham rumo a Paris na sexta-feira à noite, apesar de nesse mesmo dia ter morrido o seu pai. Andy manteve a viagem porque queria “dedicar o fim-de-semana à memória” do pai. Acabaram por ser os sul-africanos a verem o seu sacrifício recompensado, com a justa vitória dos Springboks sobre os ingleses por 15-6. Dentro do relvado, apesar da superioridade dos ingleses nas bancadas, a África do Sul mostrou-se sempre mais fria, disciplinada e inteligente do que os britânicos. A primeira parte foi extremamente táctica, como já era previsto. As duas selecções tentavam não cometer qualquer risco e o jogo ao pé na conquista de terreno era uma constante. Sem que nenhuma das equipas conseguisse entrar com perigo na área de 22 metros do adversário, restava aproveitar as faltas do adversário para conquistar pontos. Foi dessa forma que logo aos 7’ Percy Montgomery, o jogador com mais pontos obtidos na competição, aproveitou uma penalidade (um jogador inglês não largou a bola no chão) para colocar a África do Sul em vantagem por 3-0. Cinco minutos depois era a vez da Inglaterra dispor de uma oportunidade para pontuar. Bryan Habana cometeu a mesma falta que um inglês havia cometido e Jonny Wilkinson, de ângulo difícil, empatava o jogo. Com a conversão da penalidade, Wilkinson batia mais um recorde na sua carreira: tornava-se o segundo jogador a conseguir marcar em 15 partidas consecutivas do Campeonato do Mundo, igualando o feito do australiano Michael Lynagh conseguido entre 1987 e 1995. Com o risco zero de ambos os lados e os packs avançados a equivalerem-se, apenas no fim da primeira parte uma equipa esteve perto do ensaio. Nos últimos cinco minutos, os sul-africanos estiveram por duas vezes a escassos metros de chegar ao ensaio, mas a forte defesa dos ingleses apenas permitiu que os Springboks pontuassem através de mais uma penalidade convertida por Montgomery que colocava o resultado ao intervalo em 9-3 favorável à África do Sul. Com apenas quarenta minutos para jogar, a Inglaterra tinha que recuperar de uma desvantagem de seis pontos e quebrar a tradição das cinco finais anteriores: a selecção que tinha chegado em vantagem ao intervalo sagrava-se campeão do mundo. A tradição, no entanto, manteve-se. Os primeiros minutos do segundo tempo até pareciam mostrar o contrário. Logo aos 43’, aconteceu um lance que ainda pudera levantar alguma polémica: o ponta inglês Mark Cueto entrou na linha de ensaio da África do Sul e os adeptos e jogares britânicos festejaram o ensaio. O árbitro pediu a ajuda do vídeo-árbitro e, numa decisão difícil – nem as imagens televisivas foram claras -, o ensaio acabou por não ser validado, já que Cueto terá tocado com os pés fora do campo antes de colocar a bola após a linha de ensaio. Na sequência da jogada, Wilkinson ainda reduziu para 9-6, mas a Inglaterra não conseguiu voltar a pontuar. Acabaram por ser os sul-africanos a aproveitar duas faltas cometidas pelos inglêses, que se mostraram sempre demasiado faltosos, fixando o resultado final em 15-6. Por todo o torneio que realizaram, os Springboks acabaram por merecer tornarem-se a segunda selecção a vencer por duas vezes o Mundial de râguebi.
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Inglaterra e África do Sul lutam hoje pelo segundo título mundial
A Austrália vai deixar hoje de ser a única selecção que venceu por duas vezes o Campeonato do Mundo de râguebi. Quando forem 20h, Inglaterra e África do Sul vão começar a disputar a final do Mundial de França 2007, no Stade de France, em Saint-Denis, e quer ingleses, quer sul-africanos, contam já no seu historial com uma vitória na competição. Favoritos para este jogo? Não há. Com dois ‘packs’ avançados muito fortes e um chutador temível de cada lado, o triunfo pode pender para qualquer uma das equipas. São duas das selecções de referência do râguebi mundial, mas nem a Inglaterra, nem a África do Sul era apontadas como as principais favoritas a vencer o Campeonato do Mundo que hoje termina. Nova Zelândia, Austrália e França pareciam partir em vantagem, mas os australianos e os franceses acabaram por cair aos pés dos ingleses, enquanto os super-favoritos All Black´s foram derrotados pelos gauleses. A África do Sul acabou por ter um percurso mais tranquilo do que o rival desta noite. Apesar disso, as duas selecções fizeram parte do mesmo grupo e defrontaram-se logo na segunda jornada. No Stade de France, o mesmo palco da partida de hoje, os Springboks impuseram uma pesada derrota à Inglaterra (36-0), mas hoje os protagonistas serão outros, já que os britânicos não contaram com duas peças fundamentais (Jonny Wilkinson e Phil Vickery). Sem que ninguém se assuma como favorito à conquista do segundo título mundial, o jogo de hoje será muito táctico, e colocará frente a frente os dois melhores ‘packs’ de avançados do torneio. Se a Inglaterra tem demonstrado um primeira-linha muito poderosa (composta por Sheridan, Regan e Vickery), que coloca em dificuldades todos os adversários nas formações-ordenadas, a África do Sul é muito forte nos alinhamentos (Matfield e Botha formam uma dupla de saltadores de grande nível) e conta ainda com o flanqueador Schalk Burger, um jogador temível sempre que tem a bola na mão. Para além da importância dos avançados na conquista da bola, a decisão do jogo vai passar pelos pés de dois jogadores: o inglês Jonny Wilkinson e o sul-africano Percy Montgomery. As duas selecções não vão querer correr riscos e quer na conquista de terreno, quer na conversão de penalidades, estes dois atletas terão um papel decisivo. A parte da magia e do imprevisto estará reservada para dois jogadores que fazem da velocidade a sua principal arma. Do lado inglês, Paul Robinson joga a defesa, mas integra-se com muita facilidade na linha de três-quartos. Robinson cumpre hoje a sua 51.ª internacionalização e fará a sua despedida do râguebi internacional, tendo no seu currículo 28 ensaios marcados. Nos Springboks, quem pode fazer a qualquer momento a diferença é Bryan Habana. Aos 24 anos, o ponta sul-africano já deixou a sua marca nesta competição. Com os oito ensaios já obtidos até ao momento, Habana é não só o melhor marcador da competição, mas pode também bater hoje um recorde de uma figura lendária do râguebi mundial. Se Bryan Habana conseguir marcar esta noite um ensaio, ultrapassa o registo de Jonah Lomu (oito ensaios em obtidos no Mundial de 1995), tornando-se o jogador com mais ensaios marcados numa fase final do Campeonato do Mundo.
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“Eles é que são os favoritos?”

Foto: Philippe Wojazer/Reuters
Foto: Eddie Keogh/Reuters
David Andrade, em Paris
Não houve polémica entre ingleses e sul-africanos na semana que antecedeu a final do Campeonato do Mundo de râguebi que se realiza hoje. Treinadores e jogadores de ambas as selecções mostraram grande respeito pelo adversário e os elogios mútuos foram uma constante. Quando confrontando com uma pergunta de um jornalista sobre se a África do Sul entraria em campo com o peso de ser favorita, o seleccionado inglês Brian Ashton questionou: “Eles é que são os favoritos?” Para o treinador da África do Sul Jack White a Inglaterra tem “jogadores que já venceram um Campeonato do Mundo fora de casa” e que isso “é uma enorme vantagem”. Do outro lado, Brian Ashton afirma que os sul-africanos “têm uma experiência massiva”, ” jogam juntos há muito anos” e têm muito bons jogadores”. Os elogios e respeito pelo adversário foi uma evidência em todas as declarações. Mas afinal como pode cada uma das selecções fazer a diferença? Nesse capítulo, os jogadores das duas selecções forma mais expressivos. Schalk Burger, um dos atletas em maior destaque nos Springboks afirma que os “primeiros minutos serão muito importantes” já que haverá “muito nervosismo e intensidade” e o segredo do sucesso da África do Sul será “não colocar muita pressão” nos jogadores da própria equipa. A grande estrela dos ingleses, Jonny Wilkinson, considera que a Inglaterra terá que “manter a mesma consistência” e que este jogo “significa muito para a equipa”. “Não há nada mais importante para nós do que vencer sábado [hoje]”, afirma Willkinson. O médio de abertura dos britânicos elogiou Bryan Habana, “um jogador fantástico” que fez “coisas enormes no râguebi”, e também Percy Montgomery “que tem chutado de forma fantástica”. Willkinson, no entando, sacudiu a pressão ao dizer que não havia nenhuma “competição entre jogos de pontapé” entre si e Montgomery. Já Bryan Habana, que hoje pode tornar-se o jogador com mais ensaios obtidos num Mundial, referiu que “o recorde é agradável” e “bom de se ter”, mas que “não terá nenhum significado” se a sua equipa “não der o melhor” hoje. Habana, aproveitou também para retribuir os elogios de Wilkinson: “Eu tenho muito respeito pela Inglaterra, especialmente pelo Jonny Wilkinson pela forma como ele fez a sua equipa regressar dos mortos de novo para o sucesso”.
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Duelo Wilkinson-Montgomery
David Andrade, em Paris
Jonny Wilkinson (Inglaterra)
Foto: Eddie Keogh/Reuters
O comportamento da selecção inglesa neste Campeonato do Mundo tem que ser dividido em duas partes: Com e sem Jonny Wilkinson. Depois de ter desempenhado um papel decisivo no Mundial de há quatro anos, na Austrália, onde foi o melhor marcador do torneio e marcou um fantástico pontapé de ressalto a menos de 30 segundos de terminar o prolongamento na final contra os australianos que desempatou a partida, Wilkinson foi vítima de sucessivas lesões que o afastou dos relvados durante quatro anos. No início deste ano, para contentamento de todos os adeptos ingleses, Wilko acabou por regressar. No entanto, logo nos primeiros dias da estadia da Inglaterra em França, Jonny Wilkinson voltou a sofrer uma lesão que colocou em causa toda a estratégia dos actuais campeões do mundo. O número 10 inglês acabou mesmo por falhar os dois primeiros jogos do Campeonato do Mundo e a selecção britânica ressentiu-se muito da sua ausência. Um desses jogos foi mesmo contra a África do Sul e a Inglaterra foi claramente batida por 36-0. Com o seu regresso no terceiro encontro contra Samoa, a selecção inglesa melhorou de forma evidente. Mesmo sem estar ao nível do Mundial de 2003, Wilkinson foi decisivo em todos os jogos que participou – contra a Austrália nos quartos-de-final marcou todos os pontos da equipa e na meia-final contra a França marcou seis pontos nos últimos cinco minutos que garantiram a vitória inglesa. Os seus níveis de eficácia não são, porém, brilhantes: 63 por cento de sucesso na conversão de penalidades e 56 por centos nas conversões. Apesar disso, Wilkinson continua a ser temível nos pontapés de ressalto (já conseguiu cinco neste Mundial em quatro jogos) e a qualquer momento pode resolver um encontro.
Percy Montgomery (África do Sul)
Foto: Howard Burditt/Reuters
Se a Inglaterra tem Jonny Wilkinson, a África do Sul responde com Percy Montgomery. E os números, deste Campeonato do Mundo, dão clara vantagem ao jogador da África do Sul sobre Wilkinson. Montgomery tem sido o espelho da sua selecção neste Mundial. Com uma fiabilidade impressionante, o defesa dos Springboks é o melhor marcador da competição e, no jogo ao pé, tem sido de uma precisão notável. O número 15 da África do Sul apenas não foi titular na terceira partida da sua equipa contra Tonga (acabou por entrar no decorrer da segunda parte) e nas 14 penalidades que tentou converter, apenas falhou uma, o que dá uma percentagem de sucesso de 93 por cento. Já nas conversões após a obtenção de um ensaio, Montgomery já conseguiu converter 22 (73 por cento). A estes números, o defesa da África do Sul junta ainda dois ensaios obtidos contra Samoa, o que o torna o melhor marcador do Campeonato do Mundo com um total de 93 pontos. Com 33 anos, Percy Montgomery estreou-se na selecção sul-africana em 1997. Desde então, apresenta números de respeito que o tornam recordistas de presenças e pontos marcados pelo seu país. Com 93 partidas disputadas pelos Springboks, conseguiu 24 ensaios, 150 conversões, 141 penalidades e seis pontapés de ressalto o que perfaz um total de 861 pontos ao serviço da equipa da África do Sul. Apesar de ser uma das principais referências do râguebi sul-africano, entre 2001 e 2004 Montgomery esteve afastado da selecção africana. Acabou por ser o actual seleccionador Jack White que o voltou a convocar após o Mundial de 2003 (onde Montgomery esteve ausente) e no jogo de hoje o defesa dos Springboks vai ter um papel preponderante numa final onde o jogo ao pé deverá ser decisivo.
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Final do RWC 2007: Inglaterra-África do Sul
Empates: 1
14/09/2007: Inglaterra-África do Sul (0-36)
02/06/2007: África do Sul-Inglaterra (55-22)
25/05/2007: África do Sul-Inglaterra (58-10)
25/11/2006: Inglaterra-África do Sul (14-25)
18/11/2006: Inglaterra-África do Sul (23-21)
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sexta-feira, 19 de outubro de 2007
Números: França-Argentina (10-34)
Ensaios:França – 1 (Poitrenaud 69’)
Argentina – 5 (Felipe Contepomi 28’ e 77’ ; Hasan Jalil 32’ ; Aramburu 53’ ; Corleto 65’)
Penalidades convertidas:
França – 1 em 1 (Elissalde 18’)
Argentina – 1 em 1 (Felipe Contepomi 21’)
Posse de bola:
França – 65 %
Argentina – 35 %
Ocupação de terreno:
França – 52 %
Argentina – 48 %
Formações ordenadas a favor:
França – 8 ganhas, 1 perdida
Argentina – 12 ganhas, 1 perdida
Alinhamentos a favor:
França – 22 ganhos, 1 perdido
Argentina – 5 ganhos, 1 perdido
Erros no jogo à mão:
França – 12
Argentina – 5
Homem do jogo: Agustin Pichot (Árgentina)
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Argentina humilhou a França na “pequena final”

David Andrade, em Paris
Foto: Ian Langsdon/Reuters
Os franceses anunciaram o jogo como a “pequena final” e acabou por o ser. Num dos jogos disputados com mais entrega e agressividade, muitas vezes acima do permitido pela lei, a Argentina venceu de forma contundente a França por 34-10 e conquistou o terceiro lugar no Campeonato do Mundo. Os Pumas acabaram assim de forma brilhante uma competição onde apenas fraquejaram no jogo das meias-finais contra a África do Sul. A selecção francesa acabou por sair de cabeça baixa e não conseguiu vingar a derrota sofrida no jogo de abertura contra os argentinos. Esta acabou por ser mesmo a maior derrota que os gauleses sofreram contra a selecção sul-americana. No râguebi não há jogos mais ou menos importantes e França e Argentina demonstraram isso mesmo ontem no Parque dos Príncipes em Paris. O jogo foi arduamente disputado e os jogadores das duas equipas chegaram mesmo a protagonizar alguns momentos de maior dureza, que acabou por resultar em três cartões amarelos (outros tantos ficaram por mostrar). Apesar disso, acabou por ser um jogo de grande nível. Ao contrário do que tinha acontecido na primeira partida entre as duas selecções, foi a França que entrou melhor e mandou no encontro durante toda a primeira meia hora. Porém, os franceses apanharam pela frente uma selecção argentina que voltou a estar ao nível que exibiu nos encontros anteriores ao jogo contra os sul-africanos e que defendia sempre bem as investidas dos jogadores da França. E, com o resultado em 3-3, aos 28’ contra a corrente do jogo a Argentina marcou o primeiro ensaio por Felipe Contepomi. A França que até aí se tinha mostrado uma selecção coesa e mais forte do que adversário tremeu e, pelo contrário, os argentinos voltaram a ganhar a confiança que parecia terem perdido após o último jogo. Apenas quatro minutos depois, Hasan Jalil conseguiu o segundo ensaio dos Pumas e fixou o resultado ao intervalo em 17-3 favorável à Argentina. No segundo tempo a França já não se conseguiu recompor. Apesar de pertencer aos gauleses a maior percentagem de posse de bola, os argentinos defendiam sempre bem e, tal como a África do Sul tinha feito nas meias-finais aos Pumas, aproveitavam todos os erros do adversário para dilatar o marcador, sempre com Pichot a comandar a equipa. Os sul-americanos acabaram por conseguir mais três ensaios nos últimos 40 minutos (Felipe Contepomi marcou dois) e conquistaram de forma justa o terceiro lugar do Mundial.
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23:02
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