Por: David Andrade
O que têm em comum Luke Gross e Thretton Palamo? Para além de serem, respectivamente, o jogador mais velho e mais jovem do Mundial de râguebi de França, jogam os dois na mesma selecção: Estados Unidos da América. Com apenas 18 anos, Thretton Palamo pode mesmo tornar-se, no caso de participar em algum dos jogos do Campeonato do Mundo, o jogador mais jovem de sempre a participar na competição. No extremo oposto está o seu colega de equipa Luke Gross. Já com 62 internacionalizações pela selecção dos Estados Unidos, Gross tinha, curiosamente, 18 anos quando Palamo nasceu. Com 37 anos (faz 38 em Novembro), Luke Gross foi pela primeira vez internacional em 1996, contra a Irlanda. Entre as selecções com maior média de idades neste Mundial encontra-se a Inglaterra que conta, entre os 10 jogadores mais velhos presentes no França 2007, com três atletas: Mike Cat, Mark Regan e Lawrence Dallaglio (todos com 35 anos).
Os cinco jogadores mais velhos:
Luke Gross (Estados Unidos): 37 anos
Rod Snow (Canadá): 37 anos
Victor Didebulidze (Geórgia): 36 anos
Omar Hasan Jalil (Argentina): 36 anos
Mike Catt (Inglaterra): 35 anos
Os cinco jogadores mais novos:
Thretton Palamo (Estados Unidos): 18 anos
Nathan Hirayama (Canadá): 19 anos
Francois Steyn (África do Sul): 20 anos
Kosei Ono (Japão): 20 anos
Nick Trenkel (Canadá): 20 anos
terça-feira, 4 de setembro de 2007
Juventude e veterania: um campeonato dos 18 aos 37
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17:19
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Jonny Wilkinson falha jogo de estreia da Inglaterra

Por: David Andrade
Foto: Reuters
Não é uma boa notícia para a selecção inglesa. Jonny Wilkinson, o herói inglês na vitória do último Campeonato do Mundo, lesionou-se no treino de hoje e vai falhar o primeiro jogo da Inglaterra, no sábado, contra os Estados Unidos. Wilkinson torceu o tornozelo e Brian Ashton, seleccionador inglês, afirmou durante a conferência de imprensa em anunciou o quinze que disputará a partida contra os norte-americanos, que ainda é desconhecida a gravidade da lesão – serão realizados hoje durante a tarde exames em Paris. Com a ausência de Wilkinson, o lugar de médio-abertura dos actuais campeões do mundo será ocupado por Olly Barkley.
Quinze Inicial: 1 - Andrew Sheridan; 2 - Mark Regan; 3 - Phil Vickery; 4 - Simon Shaw; 5 - Ben Kay; 6 - Joe Worsley; 7 - Tom Rees; 8 - Lawrence Dallaglio; 9 - Shaun Perry; 10 - Olly Barkley; 11 - Jason Robinson; 12 - Mike Catt; 13 - Jamie Noon; 14 - Josh Lewsey; 15 - Mark Cueto.
Suplentes: 16 - George Chuter; 17 - Matt Stevens; 18 - Martin Corry; 19 - Lewis Moody; 20 - Peter Richards; 21 - Andy Farrell; 22 - Mathew Tait.
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13:51
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Chambon-sur-Lignon: O quartel-general da selecção portuguesa

Por: David Andrade
É uma pequena localidade, com menos de três mil habitantes, que poucos portugueses devem ter ouvido falar. Porém, Chambon-sur-Lignon ficará para sempre na história do râguebi português. Esta vila francesa, a cerca de 50 quilómetros de Saint-Etienne, é desde a passada quinta-feira a base da selecção portuguesa durante o Campeonato do Mundo de râguebi. A chegada da selecção nacional a Chambon-sur-Lignon foi muito bem vista pela população local e acabou por surpreender toda a comitiva portuguesa. Para António Vieira Almeida, vice-presidente da Federação Portuguesa de Râguebi (FPR), “as expectativas foram superadas”. “Receberam-nos de forma muito profissional e, ao mesmo tempo, muito calorosa. As ruas e as lojas da vila estão todas com as cores de Portugal”, começou por afirmar ao PÚBLICO. O vice-presidente da FPR destacou ainda o “cuidado muito grande da Federação Francesa [de râguebi] em todos os detalhes” e o apoio dos emigrantes: “No jogo [de preparação contra o Aubenas] a maioria dos espectadores eram franceses, mas houve emigrantes que fizeram mais de 500 quilómetros só para nos dar um abraço.” Durante a estadia em Chambon-sur-Lignon, vila do departamento de Haute-Loire, Portugal ficará hospedado no Hotel Bel Horizon e os treinos serão repartidos entre o Estádio Municipal Cambon/Lignon (treinos diurnos) e o Estádio Jo Mase de Tence (treinos nocturnos).
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12:52
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Mais de dois milhões de bilhetes já vendidos

Por: David Andrade
Arranjar um bilhete para qualquer um dos jogos do Campeonato do Mundo de râguebi de França é tarefa quase impossível. Com um pouco de engenho e, principalmente, euros na carteira, o mercado negro pode ser uma solução para os retardatários – no site de leilões eBay existem dezenas, para vários jogos, à venda -, no entanto esta será uma sempre uma opção de alto risco. A menos de uma semana do início do Mundial, a organização da competição divulgou os primeiros números. Mais de dois milhões de bilhetes já foram vendidos para os 48 jogos do torneio, estando já batido o recorde do Campeonato do Mundo da Austrália, em 2003, em que assistiram a todos os jogos da competição 1.837.547 espectadores. No passado dia 29, foi colocado à venda no site oficial do Campeonato do Mundo mais um pacote de 15 mil bilhetes para as meias-finais e final. Em pouco mais de duas horas, o site recebeu cerca de dois milhões de visitas e os bilhetes, que custavam entre 95 e 400 euros (para as meias-finais) e entre 101 e 498 euros (para a final), esgotaram num ápice.
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segunda-feira, 3 de setembro de 2007
França divulga a equipa para o jogo de abertura

Por: David Andrade
A selecção francesa já anunciou o quinze que vai iniciar a partida de abertura do Campeonato do Mundo de râguebi, na próxima sexta-feira contra a Argentina, no Stade de France, em Saint-Denis. E há algumas surpresas na equipa escolhida pelo seleccionador francês Bernard Laporte. Na formação inicial há quatro jogadores do Stade Français (Pieter de Villiers, Remy Martin, David Skrela e Christophe Dominici), o actual campeão de França, e Laporte acabou por deixar de fora, no início da partida, dois dos mais emblemáticos jogadores do râguebi gaulês: Frédéric Michalak e Sébastien Chabal. Se no caso de Michalak a opção de Bernard Laporte justifica-se pelo facto do médio-abertura do Toulouse ter sido vítima, ao longo da época, de vários lesões, a não inclusão de Sébastien Chabal parece ser um castigo ao “número 8” francês. Chabal é um dos mais carismáticos jogadores da modalidade em França e é muito acarinhado pelos adeptos. No entanto, as últimas exibições do atleta do Sale parecem não ter agradado a Laporte – conhecido por ser um treinador muito disciplinador - que, desta forma, optou por deixá-lo de fora do jogo que dará o pontapé de saída para o França 2007.
Quinze inicial: 1 - Olivier Milloud; 2 - Raphael Ibanez; 3 - Pieter de Villiers; 4 - Fabien Pelous; 5 - Jérome Thion; 6 - Serge Betsen; 7 - Remy Martin; 8 - Imanol Harinordoquy; 9 - Pierre Mignoni; 10 - David Skrela; 11 - Christophe Dominici; 12 - Damien Traille; 13 - Yannick Jauzion; 14 - Aurélien Rougerie; 15 - Cédric Heymans
Suplentes: 16 - Dimitri Szarzewski; 17 - Jean-Baptiste Poux; 18 - Sébastien Chabal; 19 - Julien Bonnaire; 20 - Thierry Dusautoir; 21 - Jean-Baptiste Elissalde; 22 - Frédéric Michalak.
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Ensaio bem sucedido contra o Aubenas
Por: David Andrade
Uma semana antes da estreia no Campeonato do Mundo de râguebi contra a Escócia, em Saint-Etienne, Portugal disputou mais um jogo de preparação. Perante cerca de três mil espectadores, muitos dos quais portugueses, no Estádio Massot, em Le Puy-en-Velay, a selecção nacional mostrou estar a subir de forma e venceu uma selecção da região de Aubenas, por 44-3. Ainda sem contar com Tomaz Morais no banco de suplentes – o seleccionador português deverá juntar-se hoje à selecção -, Portugal conseguiu cumprir os objectivos para o jogo, dividido em três partes - duas de 30 minutos e a derradeira de 20. No primeiro período Daniel Hourcade, treinador adjunto de Tomaz Morais, optou por colocar alguns dos jogadores habitualmente menos utilizados e o resultado, apesar de favorável aos lobos, apresentava um equilibrado 11-3. Na segunda parte, já com João Uva, Gonçalo Malheiro, Cristian Spachuck, Frederico Sousa e Pedro Leal em campo, a estratégia passou exclusivamente por trabalhar aspectos defensivos, registando-se no final apenas mais um ensaio para Portugal que colocava o resultado em 16-3. O último período, com um quinze mais próximo daquele que deverá iniciar o jogo contra os escoceses – entraram João Correria, Pedro Carvalho, Rui Cordeiro, David Penalva e Diogo Mateus -, Portugal cilindrou o Aubenas marcando mais 28 pontos.
Portugal alinhou com:
Primeira parte – Joaquim Ferreira, Duarte Figueiredo, Juan Murré, Marcelo D´Orey, Paulo Murinello, Diogo Coutinho, Tiago Girão, Juan Severino (5), José Pinto, Cardoso Pinto (3 + 3 + 2), Pedro Cabral (2 + 2 + 2), Miguel Portela, David Mateus, Gonçalo Foro (5) e António Aguilar (5).
Entraram na segunda parte: com João Uva, Gonçalo Malheiro, Cristian Spachuck, Frederico Sousa e Pedro Leal (5).
Entraram na terceira parte - João Correria, Pedro Carvalho, Rui Cordeiro (5), David Penalva e Diogo Mateus (5).
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Projecto de seis anos termina em proeza inédita
Por: David Andrade
Foto: David Mdzinarishvili/Reuters (arquivo)
Depois do sonho, chegou a hora da realidade. No próximo dia 9, no Estádio Geoffroy-Guichard, em Saint-Etienne, entrará em campo, pela primeira vez num Campeonato do Mundo de râguebi, uma selecção amadora: Portugal. O que há uns anos atrás parecia uma utopia, é o resultado de um projecto de um seleccionador jovem, ambicioso, muito meticuloso e apaixonado pela modalidade. Tomaz Morais é o líder e conseguiu que um grupo composto por estudantes, médicos, designers, advogados, veterinários e engenheiros, entre outras profissões, acreditasse que seria possível chegarem onde ninguém acreditava. O feito inédito já foi conquistado, agora é tempo de enfrentar a dura batalha.Em 2001, quando Tomaz Morais assumiu o comando técnico da selecção portuguesa, os lobos, como são conhecidos os jogadores portugueses, eram apenas a trigésima selecção no ranking mundial e a modalidade era pouco ou nada reconhecida em Portugal. Sem apoios financeiros e estruturas desportivas, o râguebi português resistia à custa da vontade e da paixão pelo desporto dos seus praticantes. E foi essa paixão que levou um jovem de apenas 31 anos a aceitar o desafio de transformar o râguebi português.A primeira grande conquista de Morais aconteceu em 2003, com a vitória no Campeonato Europeu das Nações (considerado o Torneio das Seis Nações B). A vitória portuguesa levou a Federação Internacional de Râguebi (IRB) a nomear Tomaz Morais e a selecção nacional, em 2004, para os prémios de melhor treinador e melhor selecção mundial do ano, respectivamente. Portugal tornava-se, na altura, o primeiro país fora do círculo restrito das cinco maiores potências da modalidade (África do Sul, Austrália, França, Inglaterra e Nova Zelândia) a merecer tamanha distinção e reconhecimento. O objectivo seguinte era ainda mais ambicioso e assumido, nesse mesmo ano, por Tomaz Morais em entrevista ao PÚBLICO: "Temos que ser ambiciosos. Da nossa parte, vamos lutar arduamente para chegar ao Mundial de 2007".
Trajecto longo e difícil
E a luta foi, de facto, árdua. Para se qualificar para o Campeonato do Mundo, Portugal precisava primeiro de conseguir um bom desempenho no Campeonato Europeu das Nações que daria, às primeiras selecções classificadas, acesso a um torneio de qualificação para o mundial. Sem ter realizado uma performance brilhante, Portugal acabou por conseguir alcançar o terceiro lugar na competição (atrás da Geórgia e Roménia) garantindo um dos lugares na prova de acesso ao Mundial. Os adversários seguintes seriam a poderosa Itália e a Rússia. Num grupo onde apenas o primeiro classificado garantia o apuramento directo, o objectivo português passava por conseguir a segunda posição (que dava acesso a uma fase de repescagem), já que a Itália tinha praticamente assegurada a primeira posição. O primeiro desafio foi realizado em Roma, contra a selecção azzurri, e não correu nada bem à equipa treinada por Tomaz Morais: derrota por 83-0. Restava o último desafio, em Lisboa, contra a Rússia, e Portugal estava obrigado a vencer para manter o sonho da qualificação para o Mundial. Com o Estádio Universitário de Lisboa praticamente lotado, os portugueses tiveram que sofrer muito e, a nove minutos do fim, perdiam por 23-16. Um ensaio de Diogo Mateus, aos 71 minutos, acabaria por garantir o triunfo nacional e a manutenção do sonho português. Seguiu-se mais uma eliminatória, desta vez contra a Geórgia. Portugal, no entanto, não conseguiu ultrapassar os georgianos (derrota em Tbilissi e empate em Lisboa) e foi obrigado a uma última fase de repescagem. Se o primeiro adversário não colocou muitas dificuldades (Portugal venceu os dois jogos que disputou frente a Marrocos), o confronto decisivo contra o Uruguai foi dramático. Na primeira partida, em Lisboa, a selecção nacional exibiu-se a muito bom nível e esteve a vencer por 12-0, margem que garantia uma viagem até Montevideu com relativa segurança. No entanto, já em período de descontos da partida, uma desatenção portuguesa terminou em ensaio do Uruguai e Portugal partiu para o jogo da segunda mão com apenas sete pontos de vantagem (12-5). Em Montevideu, num jogo repleto de emoções fortes, os portugueses viram-se a perder a 15 minutos do final por seis pontos (18-12), mas aguentaram de forma heróica o ponto de vantagem que tinham no conjunto das duas eliminatórias até ao final da partida, concretizando assim a proeza inédita de chegar a um Campeonato do Mundo.
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11:07
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