segunda-feira, 22 de outubro de 2007
domingo, 21 de outubro de 2007
Domínio da África do Sul nos prémios da IRB
David Andrade, em Paris
Depois de vencer o Campeonato do Mundo, a África do Sul conseguiu dominar por completo os prémios da Federação Internacional de Râguebi (IRB), ao vencer os galardões para melhor jogador, melhor equipa e melhor treinador. No prémio mais aguardado, Bryan Habana acabou por ser escolhido como melhor jogador do ano, superiorizando-se aos argentinos Felipe Contepomi e Juan Hernandez, ao francês Yannick Jauzion e ao neozelandês Richie McCaw que tinha vencido este prémio no ano passado. Habana realizou um Mundial de grande nível e acabou por se sagrar o melhor marcador de ensaios da competição. Os Springboks acabaram também por vencer o prémio de melhor selecção do ano e Jack White venceu o premio de treinador do ano. Destaque ainda para o norte-americano Ngwenya que marcou o ensaio do ano, segundo a IRB. Curiosamente, este ensaio foi marcado no Campeonato do Mundo, contra a África do Sul.
Lista dos prémios:
IRB Player of the Year – Bryan Habana, África do Sul
IRB Team of the Year – África do Sul
IRB Coach of the Year – Jake White, África do Sul
IRB Under 19 Player of the Year – Robert Fruean, Nova Zelândia
IRB Sevens Team of the Year – Nova Zelândia
IRB Sevens Player of the Year – Afeleke Pelenise, Nova Zelândia
IRB Women’s Personality of the Year – Sarah Corrigan
IRB Referee Award for Distinguished Service - Dick Byres Vernon Pugh
Award for Distinguished Service – Jose Maria Epalza
IRB Development Award - Jacob Thompson
Spirit of Ruby Award – Nicolas Pueta
IRPA Try of the Year - Takudzwa Ngwenya, Estados Unidos
IRPA Special Merit Award – Fabien Pelous, França
IRB Hall of Fame inductees - Pierre de Coubertin, Wilson Whineary, Dr Danny Craven, Gareth Edwards, John Eales
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O melhor mundial de sempre mostrou uma nova modalidade a Portugal
David Andrade, em Paris
Os números oficiais só serão divulgados na próxima semana, mas o Campeonato do Mundo de râguebi de 2007 que terminou sábado em França é já, unanimemente, considerado o melhor de sempre. A competição terminou com a vitória justa da África do Sul que acabou por ser a selecção que ao longo de toda a prova demonstrou ser mais regular e, acima de tudo, mais inteligente na abordagem dos jogos. Para Portugal, acabou por ser o campeonato de estreia e as expectativas foram superadas. A selecção nacional deixou uma excelente imagem e a atitude dos jogadores portugueses foi muito elogiada por toda a imprensa estrangeira. Duas selecções claramente vencedoras (África do Sul e Argentina) e três que saíram derrotadas (Nova Zelândia, Austrália e França). É este o balanço, de forma muito sucinta, do Campeonato do Mundo de râguebi de 2007. No que diz respeito à selecção portuguesa, a vitória estava já conseguida com o inédito apuramento para uma fase final de um Mundial, mas os portugueses acabaram por surpreender pela positiva. Depois de deixar uma boa imagem contra a Escócia e a Nova Zelândia nos dois primeiros jogos, Portugal apenas fraquejou no aspecto físico contra a Itália e a Roménia. Com outro tipo de preparação, que só é possível em selecções profissionais, a selecção nacional mostrou dentro do relvado ter argumentos para derrotar a Itália e, principalmente, a Roménia. Apesar de não ter vencido qualquer jogo, o Mundial de França deu uma enorme visibilidade ao râguebi em Portugal e, se se souber aproveitar o interesse que a modalidade despertou, podem estar lançadas as bases para que o râguebi sai do esquecimento em Portugal. Nos próximos meses, a selecção nacional irá disputar já alguns jogos para o Torneio das Seis Nações B, mas a preparação para o Mundial de 2011, que será disputado na Nova Zelândia, está já no subconsciente de todos os responsáveis do râguebi em Portugal.
Alterações às regras em perspectiva
Ainda não passam de intenções, mas é muito provável que o râguebi sofra várias alterações nas regras nos próximos tempos. A modalidade tem demonstrado sempre uma enorme vitalidade e sempre que algo está mal, os responsáveis máximos da Federação Internacional de Râguebi (IRB) não têm qualquer pudor em proceder a alterações que beneficiem a modalidade. Uma das grandes polémicas em torno do Mundial de 2007, está relacionada com o actual sistema de pontuação. O facto de duas penalidades valerem seis pontos, mais do que um ensaio que pode valer apenas cinco pontos, tem merecido muitas críticas. Assim, uma das possíveis alterações que está a ser estudada pela IRB é a redução dos pontos atribuídos por cada conversão de penalidades e pontapés de ressalto que poderiam passar dos actuais três pontos para apenas dois. Outra das modificações em análise, é a alteração da regra que permite a uma equipa chutar directamente a bola para fora quando está dentro da sua linha de 22 metros. Para que as equipas não joguem tanto ao pé, na conquista de terreno, a IRB está a ponderar estender a todo o campo a regra que obriga a que quando uma equipa remata a bola para fora do terreno esta tenha que bater primeiro no terreno do jogo, caso contrário o alinhamento terá que ser feito no perpendicular, da linha lateral, onde foi feito o remate. Actualmente, se uma equipa colocar a bola, dentro da sua linha de 22 metros, directamente para fora do terreno, o alinhamento será efectuado no ponto onde a bola sair.
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23:12
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Reacções à vitória dos Springboks
David Andrade, em Paris
O seleccionador e o capitão dos Springboks analisaram hoje em conferência de imprensa a vitória da África do Sul no Campeonato do Mundo
Jack White (seleccionador):
“Para ser honesto ainda não digeri bem. Acho que é uma daquelas coisas que só vamos realmente perceber a importância quando voltarmos para casa. Obviamente que foi uma vitória grandiosa e ver o apoio que tivemos na última noite não será esquecido tão cedo. Agora é importante construir algo sobre o que foi conseguido. É do interesse de todos conseguir fazer algo no futuro com o que conseguimos. Este feito é muito maior do que o próprio râguebi da África do Sul. Ver o nosso Presidente nos ombros dos jogadores com a Taça Webb Ellis na mão foi muito importante. Sei que há algo organizado para quando voltarmos. Sei que vai começar no dia 26 e durará cinco dias. É importante que os jogadores façam uma volta pelo país e partilhem o troféu com a população.”
John Smit (capitão):
“Todos os jogadores tiveram o troféu na mão e tem sido difícil tirar os olhos da taça, já que trabalhamos muito por a ter. Este foi um grande impulso, não só para o râguebi sul-africano mas também para todo o país. A parte mais entusiasmante será voltar a casa e ver o efeito que isto teve, já que estivemos fora durante dois meses. Lembro-me do que se passou há doze anos [quando a África do Sul venceu o primeiro Campeonato do Mundo] e espero que isso se repita quando regressarmos. O Monty [Percy Montgomery], na sua idade, é um dos jogadores em melhor forma. Ele está a pensar muito no seu possível afastamento. É um fantástico guerreiro.”
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22:57
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Estatísticas finais:
Melhores marcadores:
Percy Montgomery (África do Sul): 105 pontos
Felipe Contepomi (Argentina): 91 pontos
Jonny Wilkinson (Inglaterra): 67 pontos
Jogadores com ensaios:
Bryan Habana (África do Sul): 8 ensaios
Drew Mitchell (Austrália): 7 ensaios
Shane Williams (País de Gales) e Doug Howlett (Nova Zelândia): 6 ensaios
Selecções com mais pontos marcados:
Nova Zelândia: 327 pontos em cinco jogos (média de 65.4 por partida)
África do Sul: 278 pontos em sete jogos (média de 39.7 por partida)
França: 227 pontos em sete jogos (médio de 32.4 por partida)
Selecções com mais ensaios:
Nova Zelândia: 48 ensaios em cinco jogos (média de 9.6 por partida)
África do Sul: 33 ensaios em sete jogos (média de 4.7 por partida)
Austrália: 31 ensaios em cinco jogos (média de 6.2 por partida)
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Os melhores do Mundial: Selecção do PÚBLICO
1 - Andrew Sheridan
2 - John Smit
3 - Phil Vickery
4 - Ali Williams
5 - Victor Matfield
6 - Jerry Collins
7 - Richie McCaw
8 - Vasco Uva
9 - Agustín Pichot
10 - Juan Martín Hernández
11 - Bryan Habana
12 - Yannick Jauzion
13 - Luke McAlister
14 - Drew Mitchell
15 - Percy Montgomery
Suplentes:
16 - Os du Randt
17 - Carl Hayman
18 - Bakkies Botha
19 - Jean-Baptiste Elissalde
20 - Jonny Wilkinson
21 - Felipe Contepomi
22 - François Steyn
Treinador: Jake White, da África do Sul
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sábado, 20 de outubro de 2007
Números: Inglaterra-África do Sul (6-15)
Ensaios:
Inglaterra – 0
África do Sul – 0
Penalidades convertidas:
Inglaterra – 2 em 2 (Jonny Wilkinson 13’ e 44’)
África do Sul – 5 em 6 (Percy Montgomery 7’, 16’, 40’ e 51’; François Steyn 62’)
Posse de bola:
Inglaterra – 55 %
África do Sul – 45 %
Ocupação de terreno:
Inglaterra – 56 %
África do Sul – 44 %
Formações ordenadas a favor:
Inglaterra – 5 ganhas, 1 perdida
África do Sul – 9 ganhas, 0 perdidas
Alinhamentos a favor:
Inglaterra – 19 ganhos, 7 perdidos
África do Sul – 13 ganhos, 0 perdidos
Erros no jogo à mão:
Inglaterra – 10
África do Sul – 6
Homem do jogo: Victor Matfield (África do Sul)
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23:51
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África do Sul foi mais equipa e venceu com justiça
Uma final do Campeonato do Mundo é sempre um momento único e leva alguns adeptos a cometer pequenas loucuras para assistir a um jogo cujo bilhete mais caro chegava perto dos 500 euros. Foi o caso de Gary, Steve, Dion e Hilton, quatro sul-africanos que vivem em Sidney, na Austrália, e fizeram uma viagem de 26 horas, já com as escalas necessárias, para assistir à presença do seu país pela segunda vez na final do Mundial de râguebi. Apesar da longa viagem, e de terem chegado apenas no dia do jogo, nem sequer tinham bilhete, apesar da confiança de Gary demonstrada a pouco mais de cinco horas do início do encontro: “Chegamos às 7h da manhã, vamos ver o jogo e amanhã [hoje] temos mais 26 horas de avião para regressar a Sidney.” Do lado inglês, Andy partiu de Birmingham rumo a Paris na sexta-feira à noite, apesar de nesse mesmo dia ter morrido o seu pai. Andy manteve a viagem porque queria “dedicar o fim-de-semana à memória” do pai. Acabaram por ser os sul-africanos a verem o seu sacrifício recompensado, com a justa vitória dos Springboks sobre os ingleses por 15-6. Dentro do relvado, apesar da superioridade dos ingleses nas bancadas, a África do Sul mostrou-se sempre mais fria, disciplinada e inteligente do que os britânicos. A primeira parte foi extremamente táctica, como já era previsto. As duas selecções tentavam não cometer qualquer risco e o jogo ao pé na conquista de terreno era uma constante. Sem que nenhuma das equipas conseguisse entrar com perigo na área de 22 metros do adversário, restava aproveitar as faltas do adversário para conquistar pontos. Foi dessa forma que logo aos 7’ Percy Montgomery, o jogador com mais pontos obtidos na competição, aproveitou uma penalidade (um jogador inglês não largou a bola no chão) para colocar a África do Sul em vantagem por 3-0. Cinco minutos depois era a vez da Inglaterra dispor de uma oportunidade para pontuar. Bryan Habana cometeu a mesma falta que um inglês havia cometido e Jonny Wilkinson, de ângulo difícil, empatava o jogo. Com a conversão da penalidade, Wilkinson batia mais um recorde na sua carreira: tornava-se o segundo jogador a conseguir marcar em 15 partidas consecutivas do Campeonato do Mundo, igualando o feito do australiano Michael Lynagh conseguido entre 1987 e 1995. Com o risco zero de ambos os lados e os packs avançados a equivalerem-se, apenas no fim da primeira parte uma equipa esteve perto do ensaio. Nos últimos cinco minutos, os sul-africanos estiveram por duas vezes a escassos metros de chegar ao ensaio, mas a forte defesa dos ingleses apenas permitiu que os Springboks pontuassem através de mais uma penalidade convertida por Montgomery que colocava o resultado ao intervalo em 9-3 favorável à África do Sul. Com apenas quarenta minutos para jogar, a Inglaterra tinha que recuperar de uma desvantagem de seis pontos e quebrar a tradição das cinco finais anteriores: a selecção que tinha chegado em vantagem ao intervalo sagrava-se campeão do mundo. A tradição, no entanto, manteve-se. Os primeiros minutos do segundo tempo até pareciam mostrar o contrário. Logo aos 43’, aconteceu um lance que ainda pudera levantar alguma polémica: o ponta inglês Mark Cueto entrou na linha de ensaio da África do Sul e os adeptos e jogares britânicos festejaram o ensaio. O árbitro pediu a ajuda do vídeo-árbitro e, numa decisão difícil – nem as imagens televisivas foram claras -, o ensaio acabou por não ser validado, já que Cueto terá tocado com os pés fora do campo antes de colocar a bola após a linha de ensaio. Na sequência da jogada, Wilkinson ainda reduziu para 9-6, mas a Inglaterra não conseguiu voltar a pontuar. Acabaram por ser os sul-africanos a aproveitar duas faltas cometidas pelos inglêses, que se mostraram sempre demasiado faltosos, fixando o resultado final em 15-6. Por todo o torneio que realizaram, os Springboks acabaram por merecer tornarem-se a segunda selecção a vencer por duas vezes o Mundial de râguebi.
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22:52
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Inglaterra e África do Sul lutam hoje pelo segundo título mundial
A Austrália vai deixar hoje de ser a única selecção que venceu por duas vezes o Campeonato do Mundo de râguebi. Quando forem 20h, Inglaterra e África do Sul vão começar a disputar a final do Mundial de França 2007, no Stade de France, em Saint-Denis, e quer ingleses, quer sul-africanos, contam já no seu historial com uma vitória na competição. Favoritos para este jogo? Não há. Com dois ‘packs’ avançados muito fortes e um chutador temível de cada lado, o triunfo pode pender para qualquer uma das equipas. São duas das selecções de referência do râguebi mundial, mas nem a Inglaterra, nem a África do Sul era apontadas como as principais favoritas a vencer o Campeonato do Mundo que hoje termina. Nova Zelândia, Austrália e França pareciam partir em vantagem, mas os australianos e os franceses acabaram por cair aos pés dos ingleses, enquanto os super-favoritos All Black´s foram derrotados pelos gauleses. A África do Sul acabou por ter um percurso mais tranquilo do que o rival desta noite. Apesar disso, as duas selecções fizeram parte do mesmo grupo e defrontaram-se logo na segunda jornada. No Stade de France, o mesmo palco da partida de hoje, os Springboks impuseram uma pesada derrota à Inglaterra (36-0), mas hoje os protagonistas serão outros, já que os britânicos não contaram com duas peças fundamentais (Jonny Wilkinson e Phil Vickery). Sem que ninguém se assuma como favorito à conquista do segundo título mundial, o jogo de hoje será muito táctico, e colocará frente a frente os dois melhores ‘packs’ de avançados do torneio. Se a Inglaterra tem demonstrado um primeira-linha muito poderosa (composta por Sheridan, Regan e Vickery), que coloca em dificuldades todos os adversários nas formações-ordenadas, a África do Sul é muito forte nos alinhamentos (Matfield e Botha formam uma dupla de saltadores de grande nível) e conta ainda com o flanqueador Schalk Burger, um jogador temível sempre que tem a bola na mão. Para além da importância dos avançados na conquista da bola, a decisão do jogo vai passar pelos pés de dois jogadores: o inglês Jonny Wilkinson e o sul-africano Percy Montgomery. As duas selecções não vão querer correr riscos e quer na conquista de terreno, quer na conversão de penalidades, estes dois atletas terão um papel decisivo. A parte da magia e do imprevisto estará reservada para dois jogadores que fazem da velocidade a sua principal arma. Do lado inglês, Paul Robinson joga a defesa, mas integra-se com muita facilidade na linha de três-quartos. Robinson cumpre hoje a sua 51.ª internacionalização e fará a sua despedida do râguebi internacional, tendo no seu currículo 28 ensaios marcados. Nos Springboks, quem pode fazer a qualquer momento a diferença é Bryan Habana. Aos 24 anos, o ponta sul-africano já deixou a sua marca nesta competição. Com os oito ensaios já obtidos até ao momento, Habana é não só o melhor marcador da competição, mas pode também bater hoje um recorde de uma figura lendária do râguebi mundial. Se Bryan Habana conseguir marcar esta noite um ensaio, ultrapassa o registo de Jonah Lomu (oito ensaios em obtidos no Mundial de 1995), tornando-se o jogador com mais ensaios marcados numa fase final do Campeonato do Mundo.
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“Eles é que são os favoritos?”

Foto: Philippe Wojazer/Reuters
Foto: Eddie Keogh/Reuters
David Andrade, em Paris
Não houve polémica entre ingleses e sul-africanos na semana que antecedeu a final do Campeonato do Mundo de râguebi que se realiza hoje. Treinadores e jogadores de ambas as selecções mostraram grande respeito pelo adversário e os elogios mútuos foram uma constante. Quando confrontando com uma pergunta de um jornalista sobre se a África do Sul entraria em campo com o peso de ser favorita, o seleccionado inglês Brian Ashton questionou: “Eles é que são os favoritos?” Para o treinador da África do Sul Jack White a Inglaterra tem “jogadores que já venceram um Campeonato do Mundo fora de casa” e que isso “é uma enorme vantagem”. Do outro lado, Brian Ashton afirma que os sul-africanos “têm uma experiência massiva”, ” jogam juntos há muito anos” e têm muito bons jogadores”. Os elogios e respeito pelo adversário foi uma evidência em todas as declarações. Mas afinal como pode cada uma das selecções fazer a diferença? Nesse capítulo, os jogadores das duas selecções forma mais expressivos. Schalk Burger, um dos atletas em maior destaque nos Springboks afirma que os “primeiros minutos serão muito importantes” já que haverá “muito nervosismo e intensidade” e o segredo do sucesso da África do Sul será “não colocar muita pressão” nos jogadores da própria equipa. A grande estrela dos ingleses, Jonny Wilkinson, considera que a Inglaterra terá que “manter a mesma consistência” e que este jogo “significa muito para a equipa”. “Não há nada mais importante para nós do que vencer sábado [hoje]”, afirma Willkinson. O médio de abertura dos britânicos elogiou Bryan Habana, “um jogador fantástico” que fez “coisas enormes no râguebi”, e também Percy Montgomery “que tem chutado de forma fantástica”. Willkinson, no entando, sacudiu a pressão ao dizer que não havia nenhuma “competição entre jogos de pontapé” entre si e Montgomery. Já Bryan Habana, que hoje pode tornar-se o jogador com mais ensaios obtidos num Mundial, referiu que “o recorde é agradável” e “bom de se ter”, mas que “não terá nenhum significado” se a sua equipa “não der o melhor” hoje. Habana, aproveitou também para retribuir os elogios de Wilkinson: “Eu tenho muito respeito pela Inglaterra, especialmente pelo Jonny Wilkinson pela forma como ele fez a sua equipa regressar dos mortos de novo para o sucesso”.
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Duelo Wilkinson-Montgomery
David Andrade, em Paris
Jonny Wilkinson (Inglaterra)
Foto: Eddie Keogh/Reuters
O comportamento da selecção inglesa neste Campeonato do Mundo tem que ser dividido em duas partes: Com e sem Jonny Wilkinson. Depois de ter desempenhado um papel decisivo no Mundial de há quatro anos, na Austrália, onde foi o melhor marcador do torneio e marcou um fantástico pontapé de ressalto a menos de 30 segundos de terminar o prolongamento na final contra os australianos que desempatou a partida, Wilkinson foi vítima de sucessivas lesões que o afastou dos relvados durante quatro anos. No início deste ano, para contentamento de todos os adeptos ingleses, Wilko acabou por regressar. No entanto, logo nos primeiros dias da estadia da Inglaterra em França, Jonny Wilkinson voltou a sofrer uma lesão que colocou em causa toda a estratégia dos actuais campeões do mundo. O número 10 inglês acabou mesmo por falhar os dois primeiros jogos do Campeonato do Mundo e a selecção britânica ressentiu-se muito da sua ausência. Um desses jogos foi mesmo contra a África do Sul e a Inglaterra foi claramente batida por 36-0. Com o seu regresso no terceiro encontro contra Samoa, a selecção inglesa melhorou de forma evidente. Mesmo sem estar ao nível do Mundial de 2003, Wilkinson foi decisivo em todos os jogos que participou – contra a Austrália nos quartos-de-final marcou todos os pontos da equipa e na meia-final contra a França marcou seis pontos nos últimos cinco minutos que garantiram a vitória inglesa. Os seus níveis de eficácia não são, porém, brilhantes: 63 por cento de sucesso na conversão de penalidades e 56 por centos nas conversões. Apesar disso, Wilkinson continua a ser temível nos pontapés de ressalto (já conseguiu cinco neste Mundial em quatro jogos) e a qualquer momento pode resolver um encontro.
Percy Montgomery (África do Sul)
Foto: Howard Burditt/Reuters
Se a Inglaterra tem Jonny Wilkinson, a África do Sul responde com Percy Montgomery. E os números, deste Campeonato do Mundo, dão clara vantagem ao jogador da África do Sul sobre Wilkinson. Montgomery tem sido o espelho da sua selecção neste Mundial. Com uma fiabilidade impressionante, o defesa dos Springboks é o melhor marcador da competição e, no jogo ao pé, tem sido de uma precisão notável. O número 15 da África do Sul apenas não foi titular na terceira partida da sua equipa contra Tonga (acabou por entrar no decorrer da segunda parte) e nas 14 penalidades que tentou converter, apenas falhou uma, o que dá uma percentagem de sucesso de 93 por cento. Já nas conversões após a obtenção de um ensaio, Montgomery já conseguiu converter 22 (73 por cento). A estes números, o defesa da África do Sul junta ainda dois ensaios obtidos contra Samoa, o que o torna o melhor marcador do Campeonato do Mundo com um total de 93 pontos. Com 33 anos, Percy Montgomery estreou-se na selecção sul-africana em 1997. Desde então, apresenta números de respeito que o tornam recordistas de presenças e pontos marcados pelo seu país. Com 93 partidas disputadas pelos Springboks, conseguiu 24 ensaios, 150 conversões, 141 penalidades e seis pontapés de ressalto o que perfaz um total de 861 pontos ao serviço da equipa da África do Sul. Apesar de ser uma das principais referências do râguebi sul-africano, entre 2001 e 2004 Montgomery esteve afastado da selecção africana. Acabou por ser o actual seleccionador Jack White que o voltou a convocar após o Mundial de 2003 (onde Montgomery esteve ausente) e no jogo de hoje o defesa dos Springboks vai ter um papel preponderante numa final onde o jogo ao pé deverá ser decisivo.
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Final do RWC 2007: Inglaterra-África do Sul
Empates: 1
14/09/2007: Inglaterra-África do Sul (0-36)
02/06/2007: África do Sul-Inglaterra (55-22)
25/05/2007: África do Sul-Inglaterra (58-10)
25/11/2006: Inglaterra-África do Sul (14-25)
18/11/2006: Inglaterra-África do Sul (23-21)
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sexta-feira, 19 de outubro de 2007
Números: França-Argentina (10-34)
Ensaios:França – 1 (Poitrenaud 69’)
Argentina – 5 (Felipe Contepomi 28’ e 77’ ; Hasan Jalil 32’ ; Aramburu 53’ ; Corleto 65’)
Penalidades convertidas:
França – 1 em 1 (Elissalde 18’)
Argentina – 1 em 1 (Felipe Contepomi 21’)
Posse de bola:
França – 65 %
Argentina – 35 %
Ocupação de terreno:
França – 52 %
Argentina – 48 %
Formações ordenadas a favor:
França – 8 ganhas, 1 perdida
Argentina – 12 ganhas, 1 perdida
Alinhamentos a favor:
França – 22 ganhos, 1 perdido
Argentina – 5 ganhos, 1 perdido
Erros no jogo à mão:
França – 12
Argentina – 5
Homem do jogo: Agustin Pichot (Árgentina)
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23:21
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Argentina humilhou a França na “pequena final”

David Andrade, em Paris
Foto: Ian Langsdon/Reuters
Os franceses anunciaram o jogo como a “pequena final” e acabou por o ser. Num dos jogos disputados com mais entrega e agressividade, muitas vezes acima do permitido pela lei, a Argentina venceu de forma contundente a França por 34-10 e conquistou o terceiro lugar no Campeonato do Mundo. Os Pumas acabaram assim de forma brilhante uma competição onde apenas fraquejaram no jogo das meias-finais contra a África do Sul. A selecção francesa acabou por sair de cabeça baixa e não conseguiu vingar a derrota sofrida no jogo de abertura contra os argentinos. Esta acabou por ser mesmo a maior derrota que os gauleses sofreram contra a selecção sul-americana. No râguebi não há jogos mais ou menos importantes e França e Argentina demonstraram isso mesmo ontem no Parque dos Príncipes em Paris. O jogo foi arduamente disputado e os jogadores das duas equipas chegaram mesmo a protagonizar alguns momentos de maior dureza, que acabou por resultar em três cartões amarelos (outros tantos ficaram por mostrar). Apesar disso, acabou por ser um jogo de grande nível. Ao contrário do que tinha acontecido na primeira partida entre as duas selecções, foi a França que entrou melhor e mandou no encontro durante toda a primeira meia hora. Porém, os franceses apanharam pela frente uma selecção argentina que voltou a estar ao nível que exibiu nos encontros anteriores ao jogo contra os sul-africanos e que defendia sempre bem as investidas dos jogadores da França. E, com o resultado em 3-3, aos 28’ contra a corrente do jogo a Argentina marcou o primeiro ensaio por Felipe Contepomi. A França que até aí se tinha mostrado uma selecção coesa e mais forte do que adversário tremeu e, pelo contrário, os argentinos voltaram a ganhar a confiança que parecia terem perdido após o último jogo. Apenas quatro minutos depois, Hasan Jalil conseguiu o segundo ensaio dos Pumas e fixou o resultado ao intervalo em 17-3 favorável à Argentina. No segundo tempo a França já não se conseguiu recompor. Apesar de pertencer aos gauleses a maior percentagem de posse de bola, os argentinos defendiam sempre bem e, tal como a África do Sul tinha feito nas meias-finais aos Pumas, aproveitavam todos os erros do adversário para dilatar o marcador, sempre com Pichot a comandar a equipa. Os sul-americanos acabaram por conseguir mais três ensaios nos últimos 40 minutos (Felipe Contepomi marcou dois) e conquistaram de forma justa o terceiro lugar do Mundial.
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quinta-feira, 18 de outubro de 2007
A final acaba ao intervalo?
É apenas um dado estatístico, mas tem alguma relevância. Nas cinco finais de Campeonatos do Mundo já disputadas, a equipa que chegou à frente do marcador ao intervalo acabou por vencer o jogo. Em 1995 e 2003, a Nova Zelândia e a Austrália, respectivamente, ainda conseguiram recuperar da desvantagem trazida da primeira parte, levando o jogo para o prolongamento, mas no final as duas selecções acabaram por sair derrotadas.
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África do Sul mantém o mesmo quinze que venceu a Argentina
Os quinze jogadores sul-africanos que iniciaram o encontro das meias-finais contra a Argentina vão manter-se na equipa inicial dos Springboks para a partida de sábado, frente à Inglaterra, na final do Campeonato do Mundo.
Equipa inicial: 1 - Os du Randt; 2 - John Smit (c); 3 - CJ van der Linde; 4 - Bakkies Botha; 5 - Victor Matfield; 6 - Schalk Burger; 7 - Juan Smith; 8 - Danie Rossouw; 9 - Fourie du Preez; 10 - Butch James; 11 - Bryan Habana; 12 - Francois Steyn; 13 - Jaque Fourie; 14 - JP Pietersen; 15 - Percy Montgomery.
Suplentes: 16 - Bismarck du Plessis; 17 - Jannie du Plessis; 18 - Johannes Muller; 19 - Wickus van Heerden; 20 - Ruan Pienaar; 21 - Andre Pretorius; 22 - Wynand Olivier.
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Recordes nas finais
Jogo com mais penalidades: Austrália-França, 35-12 em 1999 com onze penalidades.
Mais pontos marcadores por um jogador: Matt Burke da Austrália no Austrália-França, 35-12 em 1999 com 25 pontos.
Mais ensaios marcados: Nove jogadores com um ensaio.
Mais penalidades marcadas: Matt Burke da Austrália no Austrália-França, 35-12 em 1999 com sete penalidades.
Mais pontapés de ressalto marcados: Joel Stransky da África do Sul no África do Sul-Nova Zelândia, 15-12 em 1995 com dois pontapés de ressalto.
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quarta-feira, 17 de outubro de 2007
Argentina com seis alterações contra a França
Marcelo Loffreda, seleccionador da Argentina, anunciou hoje a equipa que vai defrontar a França, na próxima sexta-feira, em encontro a contar para o jogo de apuramento do terceiro e quarto lugar do Campeonato do Mundo. No total são seis as alterações em relação à partida das meias-finais contra a África do Sul, entrando no quinze inicial Basualdo, Jalil, Kairelis, Durand, Tiesi e Aramburu.
Equipa inicial: 1 - Rodrigo Roncero; 2 - Alberto Vernet Basualdo; 3 - Omar Hasan Jalil; 4 - Rimas Álvarez Kairelis; 5 - Patricio Albacete; 6 - Martín Durand; 7 - Juan Martín Fernandez Lobbe; 8 - Gonzalo Longo Elía; 9 - Agustín Pichot (c); 10 - Juan Martín Hernández; 11 - Horacio Agulla; 12 - Felipe Contepomi; 13 - Gonzalo Tiesi; 14 - Federico Martin Aramburu; 15 - Ignacio Corleto.
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23:51
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Mark Cueto é a novidade no quinze inglês
A Inglaterra vai apresentar apenas uma alteração na final do Campeonato Mundo de râguebi, contra a África do Sul, em relação à partida das meias-finais contra a França. Com a lesão do ponta Josh Lewsey, o autor do único ensaio no jogo frente aos franceses, Mark Cueto vai ocupar a posição de “número 11”. De resto, nenhuma novidade. O treinador Brian Ashton vai apostar nos mesmo jogadores que derrotaram a Austrália e a França.
Equipa inicial: 1 - Andrew Sheridan; 2 - Mark Regan; 3 - Phil Vickery (c); 4 - Simon Shaw; 5 - Ben Kay; 6 - Martin Corry; 7 - Lewis Moody; 8 - Nick Easter; 9 - Andy Gomarsall; 10 - Jonny Wilkinson; 11 - Mark Cueto; 12 - Mike Catt; 13 - Mathew Tait; 14 - Paul Sackey; 15 - Jason Robinson
Suplentes: 16 - George Chuter; 17 - Matt Stevens; 18 - Lawrence Dallaglio; 19 - Joe Worsley; 20 - Peter Richards; 21 - Toby Flood; 22 - Dan Hipkiss.
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16:35
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terça-feira, 16 de outubro de 2007
"Mal posso esperar que o jogo de sábado comece"
Foto: Eddie Keogh/Reuters
Schalk Burger, flanqueador da selecção da África do Sul, e a partida do próximo sábado contra a Inglaterra
Ambiente da selecção da África do Sul:
“Estamos a tentar tornar tudo muito simples. Há muito sul-africanos no nosso hotel por isso recebemos vibrações da África do Sul. Tenho recebido muitos telefonemas e mensagens.”
Inglaterra:
“Eles têm jogador bem, principalmente os avançados e nós também nos podemos orgulhar disso. Mal posso esperar que o jogo de sábado comece.”
Jonny Wilkinson:
“É um jogador fantástico e já ganhou um Campeonato do Mundo. O jogo dele tem um grande impacto e é um jogador perigoso. Fará, sem dúvida, a diferença na selecção inglesa.”
Jogo da fase de grupos entre as duas selecções:
“É uma final agora. Vamos começar tudo de novo. Esse jogo já foi esquecido e a Inglaterra melhorou muito desde essa altura. Esta partida vai começar 0-0 e a nossa vitória anterior já foi esquecida há muito.”
Sobre se vai haver muito jogo ao pé:
“Acho que vai ser dessa forma que a partida vai decorrer. Conquistar território é importante no râguebi.”
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20:15
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